A Mãe está na Terra, Ela é a Terra, ela é cada árvore e cada pássaro e cada formiga...Ela é cada grão de areia, cada lágrima...Ela é cada mulher que se olha nos olhos e firme sabe que a Mãe é a Vida e a Morte e não tem que buscar mais do que a si mesma e ser-lhe fiel por dentro e por fora...E que quando isso acontecer, naturalmente a Paz virá e a Harmonia e o Seu Coração Supremo reinará sobre o medo e os abismos...e uma Nova Terra nascerá...
Rosa Leonor.
Ouçam as palavras do Grande Pai, que antigamente era chamado de Osiris, Adônis, Zeus, Thor, Pan, Cernunnos, Herne, Lugh, e por muitos outros nomes.
“Minha lei é Harmonia com todas as coisas. Meu é o segredo que abre os portões da vida e minha é a tigela de sal da terra que é o corpo de Cernunnos, o eterno ciclo de renascimento. Eu dou o conhecimento da vida eterna, e depois da morte eu dou a promessa de regeneração e renovação. Eu sou o sacrifício, o pai de todas as coisas, e minha proteção cobre a terra.”
Este é o texto mais importante que temos na Religião Antiga. O Chamado da Deusa (também conhecido por Os Encargos da Deusa, O Papel da Deusa, a Exortação da Deusa ou a Carga da Deusa) foi escrito originalmente por Gerald Gardner, em 1949. Porém, anos mais tarde, uma iniciada de Gardner, Doreen Valiente, descontente com a qualidade do texto de Gardner e achando que ele não refletia bem o espírito da Arte, resolveu reescrever o texto,fazendo-o de forma brilhante. A sua versão se tornou mundialmente famosa e é o texto definitivo da Religião Antiga.
Ouçam vós as palavras da Grande Mãe, que desde os dias antigos foi chamada entre os homens de Ártemis, Astarte, Dione, Melusine, Aphrodite, Cerridwen, Diana, Arianrhod, Bride e por muitos outros nomes.
"Sempre que vós tiverdes quaisquer necessidades, uma vez ao mês, e melhor seria quando a lua estiver cheia, então vós deveis vos reunir em algum local secreto e adorar o meu espírito, eu que sou a Rainha de todas as bruxarias. Lá vós deveis vos reunir, vós que estais ardorosos para aprender toda a feitiçaria, mas que ainda não aprendeis os seus segredos mais profundos; a estes eu vou ensinar aquilo que ainda é desconhecido. E vós deveis ser livres de toda servidão; e como sinal de que vós sois realmente livres, vós deveis apresentar-vos nus em seus ritos; e vós deveis dançar, cantar, comer, tocar música e fazer amor, tudo em meu louvor."
"Pois meu é o êxtase do espírito e minha é a alegria do mundo; pois a minha lei é o amor para todos os seres. Mantenhais puro vosso mais elevado ideal; empenhai-vos sempre na sua direção; não deixais nada parar-vos ou desviar-vos. Pois minha é a porta secreta que se abre sobre a Terra da Juventude e minha é a taça do vinho da vida e o Caldeirão de Cerridwen, que é o Graal Sagrado da imortalidade. Eu sou a Deusa Graciosa, que dá o presente da alegria para o coração do homem. Sobre a terra eu dou o conhecimento do espírito eterno; e além da morte, eu dou paz e liberdade e vos reúno com aqueles que partiram antes de vós. Eu não peço nada em sacrifício; pois eu sou a Mãe de tudo o que vive e meu amor recai por sobre a terra."
Ouçam vós as palavras da Deusa Estelar. Ela em cuja poeira dos pés estão as hostes do céu e cujo corpo circunda o Universo.
"Eu, que sou a beleza dos campos verdes, a Lua alva entre as estrelas, o mistério das águas e o desejo do coração do homem, chamo pelas vossas almas. Levantem-se e venham à mim. Pois eu sou o alma da natureza, que dá vida ao universo. De mim tudo vêm e a mim tudo deve retornar; e ante a minha face, amada pelos Deuses e pelos homens, deixe teu ser divino mais profundo se envolver pelo êxtase do infinito."
"Deixem meu culto acontecer na terra que se regozija; pois todos os atos de amor e prazer são meus rituais. E portanto deixem que haja beleza e força, poder e compaixão, honra e humildade, júbilo e reverência dentro de vós.
E aqueles que pensam em me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o início e eu sou aquela que é alcançada ao final do desejo."
Nas religiões pagãs, em especial na Religião Antiga, o símbolo mais importante utilizado na representação da Deusa é a própria Lua. Dessa forma (onde é chamada de Deusa Tríplice ou Tríplice Deusa), associando-se às três fases visíveis da Lua, manifesta-se de três maneiras:
Na lua nova/crescente, A Deusa é a Donzela (representando a pureza e a busca pelo conhecimento).
Na lua cheia, Ela é a Mãe (representando poder, proteção e carinho maternal).
Na lua minguante, Ela é a Anciã (representando sabedoria, conhecimento e renovação). Esses são os seus três diferentes aspectos.
As tradições pagãs têm como base e fio condutor a Natureza e suas forças. Os que seguem a Tradição da Deusa sabem que é Ela a responsável por tudo o que existe.
A Deusa não governa o mundo de um lugar distante e transcendental. Ela é o mundo, Ela está no mundo. Ela é tudo que existe, existiu e existirá.
As forças de criação, manutenção e destruição fazem parte do ciclo da vida e da Natureza. A Grande Deusa é então a criadora, a nutridora e a destruidora, é a Deusa Tríplice, pois ela contém o ciclo contínuo de vida, morte e renascimento. Ela é a Donzela, a Mãe e a Anciã.
A Grande Deusa-Mãe tem sido venerada por todos os povos em todos os tempos. Apesar de seus diversos atributos, títulos e poderes, todas as divindades femininas emanam de uma única fonte: do princípio de Vida do Universo. Essa realidade suprema é chamada “A Deusa” e sua qualidade essencial é conter tudo, estar em tudo.
Nos relatos a respeito da origem do mundo, fala-se da Criação emergindo de um caos preexistente, ou de um espaço sombrio, sem limites nem forma, designado às vezes pelo nome de “águas primordiais” e que se supõe conter a totalidade das potencialidades. Dessa totalidade caótica nascem entidades distintas que o espírito humano classifica como boas ou más. Assim, a mitologia criou a imagem de boas mães, como Sofia e a Virgem Maria, mas também criou as que são consideradas más, como as Górgonas com cabelos de serpentes cujo olhar petrifica, como Sekmet (Egito), sedenta de sangue, e outras figuras ambivalentes como Hera e Afrodite (Grécia), Kâlî (Índia), Hine-nui-te-po (Oceania) e muitas outras. Essa tendência da Deusa de representar os complementares contrários – o mundo ctoniano e o celeste – caos e ordem, obscuridade e luz, esterilidade e fecundidade, destruição e criação, etc. – é habitualmente simbolizada por imagens circulares que lembram o Oroboros, a serpente que engole a própria cauda. A imagem da lua que, durante o mês lunar, passa de uma fina claridade crescente à plenitude, da obscuridade à claridade e vice-versa, é também um símbolo universal da Deusa.
Afrodite talvez seja a Deusa grega mais conhecida pelas massas. Mas será que de fato a conhecemos?
Tentei reunir aqui um pouco do trabalho de pesquisa que fiz em busca das origens do culto e facetas de Afrodite, mas a medida em que minha pesquisa avançada, eu percebia que nenhuma pesquisa, por completa que seja, conseguiria tocar a verdade sobre a conhecida Deusa do Amor.
Há quem considere Afrodite uma variação da Deusa sumeriana do amor e da guerra, Inanna, e isso explicaria o nascimento de Afrodite ter sido no mar, pois somente por essa via o culto à Deusa do amor chegaria do oriente ao ocidente. Talvez seja por esse motivo que Afrodite é também considerada protetora dos viajantes.
De fato, estudando ambas, pude notar muitos pontos em comum. No entanto, a ideia central desse trabalho não é traçar uma comparação entre as duas Deusas, mas compartilhar minhas pesquisas focadas em Afrodite.
Começando pelo seu nascimento, encontrei três versões diferentes.
Este texto maravilhoso foi extraído do blog Witch Clubhouse escrito pela bruxa Jeane Silveira que por sua vez retirou da fonte: Uma Bruxa Feliz. de extrema clareza e ótima definição da figura masculina do divino no mundo pagão, reproduzo então na integra e agradeço a Jeane por nos proporcionar informação tão específica, correta e clara, o meu muito obrigada!
Yemojá, que é saudada como Odò (rio) ìyá (mãe) pelo povo Egbá, por sua ligação com Olokun, Orixá do mar (masculino (no Benim) ou feminino (em Ifé)), muitas vezes é referida como sendo a rainha do mar em outros países. Cultuada no rio Ògùn em Abeokuta